Ela foi minha ultima inspiração. Foi rápido, muito rápido.
Se eu tivesse tempo, faria diferente.
Se eu tivesse coragem, entregaria-lhe os versos em mãos.
Falta(ra)m-me ambos.
De qualquer maneira, considero isso uma entrega. Certamente
não terei resposta pois ela mal imagina que isso é pra ela... Talvez
tenha percebido por meus olhos que vazam desejo como uma goteira:
e creio que ela correspondeu de alguma maneira.
Mas não passou de um fascínio... Quem sabe um dia se
passar, eu continue lhes contando essa história. As passagens
marcantes sempre surgem de alguma forma de fascínio.
Bom, isso explica um pouco do que senti por ela e sua tatuagem.
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Sem título.
Aflora de sua pele, uma ardência prazerosa.
Fulminantes, seus olhos me perturbam.
Da intimidade e do silêncio, brota seu nome.
Porque chama, se não queres a mim.
Porque olha, se não me queres assim.
Cala-te, Bárbara. Quieta!, fique aí.
Volta pra onde estivera- éramos total e completamente desconhecidos:
agora você povoa meus sonhos e desejos mais obscuros,
agora sinto seu cheiro, vejo teu rosto:
desenho sua silhueta com a ponta dos dedos.
E porque chama, se não queres a mim?
E porque olha, se não me queres assim?
Ganho a sua atenção por não esconder meu fascínio,
te quero crua, cantando.
te quero nua, dançando.
te quero puta, transando.
Por isso você me fita,
e escapa-
Escrito por Bruno F. Goldgrub às 23h49
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