
Alguns versos de ódio fortes como as marteladas de Horowitz tocando Chopin.
A crise do não sei bem se é isso que eu quero, o que é mesmo que eu queria?
E se fosse mais simples.
Deveria ser simples. Mas não é.
São como as marteladas de Horowitz tocando o primeiro concerto do Chopin... são as passagens, as fantasias,
os noturnos e prelúdios dum mundo tão vasto, comprimido falsamente em pílulas difundidas por seus idealizadores.
A realidade construída por bases incertas, pilastras que ruem, vida que escorrega como um copo cheio de água,
que escorre derramando gotas e - plof - se espatifa pelo chão.
(./.)
Secam. Mas um dia cairam e ali estarão eternamente marcadas:
da dor física, um corte e ardor.
da alma, gotejos insípidos, inodoros, incolores.
Se eu fosse escritor, poderia dizer que uma lágrima transparece o que os seres quereriam ser. Mas não foram.
Não são. Não serão. Nada além deles mesmos. Estar fora de si não resolve, porém a busca pode saciar.
Minha vida anda meio fora de compasso...
Mas Frida (le quattro estagioni), estes versos são pra você. Li o ultimo post e recebi comentá-lo de outra maneira...
Escrito por Bruno F. Goldgrub às 21h03
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