Idéia verde se lembra da velha anedota que ouvia quando criança:
...contava que o bicho preguiça teve pressa e subiu pela árvore pra pegar o côco. Devagar foi subindo e quando esticou a mão
pra pegá-lo, ele caiu. Pensou então- tá vendo? É isso que dar ter pressa.
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Um blues no violão preferia.

Parte dum poema que eu adoro. É um personagem que existe.
E vive em mim. "E o que me fascina é pensar que posso quando
olhar você ver a poesia". Eu também. Vejo a poesia quando penso
que toco você, que posso tocar a você e o mundo através das minhas
notas, sublimes ou escrachadas, e quebrar a superfície com
palavras certeiras viajando prum outro mundo onde pouco
interessa ver o concreto e argamassa de cimento, mundo denso.
Prefiro a voz da Fitzgerald e estar no verão deitado
ao Sol sentindo a brisa que me assola, ver as meninas passeando
com os meus olhos enquanto lá no fim da praia os caras
jogam futebol e já estou chegando. Logo logo.
"Você se esvai , se dissolve em meu choro. E já não posso vê-lo e
já apoio não tenho. Sinto uma saudade grande, a noite fica vazia.
É uma dor fina que se instala no peito". Você definiu em poucas
linhas- a perda é uma dor aguda. E agora sinto o peso do mundo e
minhas costas curvas estão apoiadas na cadeira, doendo. Por
isso é tão difícil reencontrar os meus sonhos. Que vão e vem
numa progressão irregular e contraditória. Mundo que se espatifa
-Puf- e eu continuo a procura.
Escrito por Bruno F. Goldgrub às 01h00
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