Sobre a balada.
a) Quatro cervejas, três cachaças, uma outra na faixa, de saidera.
Chega a conta - erraram - dez paus a menos.
b) Fomos pra balada - Casa das Caldeiras – estamos na porta. Meu primo
olha pro chão, faz uma cara de espanto e aponta o dedo pra baixo: entendo
rápido, me ajoelho e pego uma nota dobrada. A entrada pra balada,
seca, era R$10. Comemoramos: “tesão, com essa grana uma entrada sai na
faixa!”. Eis que desdobro a nota, levo-a pra luz (o ambiente estava escuro)
e me deparo com uma nota de... R$50.
bb) Olho pra cima, agradeço o Homem e nos abraçamos felizes – eu, meu
primo e meu brother. Somos os caras mais felizes do ressinto.
c) Bebidas, música, mulheres. Não nessa ordem necessariamente. Tudo
corre perfeitamente bem. Alias, adoro àquele sorriso e os olhos azuis,
saudade daqueles lábios...
d) Vamos embora bêbados. Meu primo dirige, eu não seria capaz.
...”encosta o carro pra eu descer”: eles esperam um pouco, ique!, e
seguimos viagem. Chego em casa e logo capoto. A balada perfeita.
No dia seguinte.
Acordo e vou pra Tratoria Itália comer um “Fetuccini a Mari e Monti”.
O Andréa oferece vinho. Pela primeira vez em anos, recuso. Crianças
só bebem de noite. Ok, ok.
Nessa semana lavei a alma. Em todos sentidos. Falei tudo que tinha pra
falar e não sei bem como, tirei um fardo bem pesado das costas. Mulheres,
malditas e sublimes. Criaturas filha da puta. Eu as amo.
Mas está na hora de eleger uma e me estabilizar. Curto muito me divertir, mas
um pouco de estabilidade nesse terreno também soa bem. As que eu mais
gostaria, (acho que) não rolam no momento. Portanto, hora de ir à caça.
E esse período é proveitoso, mas também desgastante. Podia ser mais simples,
não é?
Escrito por Bruno F. Goldgrub às 17h52
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