Ok. Agora a versão nua e crua da minha sexta-feira:

                          (pré e pós balada)

 

  É foda. Eu tava começando a gostar dela e acabou.

 

  Desconfiei, conversamos e foi assim. Poderia dizer mais,

  mas não quero. Depois disso, uma balada com um toque

  Divino. Ótimo pra deixar a cabeça ocupada...até a ressaca

  passar.

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  Pra terminar, volto pra outra história. Lembrei-me

  daquele email, onde eu apenas deveria ter dito:

 

  ---Será que ela também se pergunta sobre isso?---

 

  Fico feliz que sim. Pois ela é você.

  (e daí, não muda nada. Nunca)

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  E lá vamos nós:

  partindo e desatando.

  Nós.

 

  (`cause sometimes we’ve to walk away´ - Ben Harper)



Escrito por Bruno F. Goldgrub às 22h17
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  Sobre a balada.

 

  a) Quatro cervejas, três cachaças, uma outra na faixa, de saidera.

  Chega a conta - erraram - dez paus a menos.

 

  b) Fomos pra balada - Casa das Caldeiras – estamos na porta. Meu primo

  olha pro chão, faz uma cara de espanto e aponta o dedo pra baixo: entendo

  rápido, me ajoelho e pego uma nota dobrada. A entrada pra balada,

  seca, era R$10. Comemoramos: “tesão, com essa grana uma entrada sai na

  faixa!”. Eis que desdobro a nota, levo-a pra luz (o ambiente estava escuro)

  e me deparo com uma nota de... R$50.

 

  bb) Olho pra cima, agradeço o Homem e nos abraçamos felizes – eu, meu

  primo e meu brother. Somos os caras mais felizes do ressinto.

 

  c) Bebidas, música, mulheres. Não nessa ordem necessariamente. Tudo

  corre perfeitamente bem. Alias, adoro àquele sorriso e os olhos azuis,

  saudade daqueles lábios...

 

  d) Vamos embora bêbados. Meu primo dirige, eu não seria capaz.

  ...”encosta o carro pra eu descer”: eles esperam um pouco, ique!, e

  seguimos viagem. Chego em casa e logo capoto. A balada perfeita.

 

  No dia seguinte.

 

  Acordo e vou pra Tratoria Itália comer um “Fetuccini a Mari e Monti”.

  O Andréa oferece vinho. Pela primeira vez em anos, recuso. Crianças

  só bebem de noite. Ok, ok.

 

  Nessa semana lavei a alma. Em todos sentidos. Falei tudo que tinha pra

  falar e não sei bem como, tirei um fardo bem pesado das costas. Mulheres,

  malditas e sublimes. Criaturas filha da puta. Eu as amo.

 

  Mas está na hora de eleger uma e me estabilizar. Curto muito me divertir, mas

  um pouco de estabilidade nesse terreno também soa bem. As que eu mais

  gostaria, (acho que) não rolam no momento. Portanto, hora de ir à caça.

  E esse período é proveitoso, mas também desgastante. Podia ser mais simples,

  não é?



Escrito por Bruno F. Goldgrub às 17h52
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                             Ando revendo muito Almodovar. "Ata-me" é genial, cada vez q

                             ue assisto acho melhor. Só falta ver Carne Trêmula. É o único

                             filme dele que não vi. Fora isso, esse é um auto-retrato que eu

                             tirei com

                             uma vela. É muito bacana fazer isso pois você capta toda a es

                             crita da luz. Continuidade. O efeito se parece com uma pincela

                             da. 

                             Ando meio nostalgico com uma série de coisas. Escrevendo mu

                             ito sobre quando eu era moleque e vivia na casa da vila. Lembran

                             ças que não param de me atormentar. Jogava futebol e comia am

                             oras. A vida era bem ensolarada. 



Escrito por Bruno F. Goldgrub às 11h57
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  É noite, chove. Em casas as pessoas vêem tv. Ele não. Ouve música,

  pensa nela. Sempre pensa nela. Tem medo. Fica triste. Aperta os dedos.

 

  Aumenta o som deitado na cama mexendo nas fotos pro trabalho,

  se lembra daqueles dias aonde tudo era mais simples: e se eles

  pudessem voltar. Voltam, mas já não existem: resistem sem saber

  porquê. Será que ela também se pergunta sobre isso?

 

  Lá ficou uma parte de suas convicções que não foram pra frente.

  Não aconteceu nada. Foram dias que passaram e ainda o fazem sofrer.

  Assoviam pássaros na janela pra acordá-lo dessa paixão distante. E

  nada, águas passadas. Tudo bem.

 

  Pensa em seu sorriso fechado. Ela gostava que tocasse violão.

  Hoje toca pouco. Promete voltar em breve. Quem sabe... tocar em algo.

  Dela.



Escrito por Bruno F. Goldgrub às 21h00
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