Eu adoro fazer aniversário. Mó legal.

 

  Todo mundo lembra de você.

 

  E você se acha importante.

 

  Dã.

 

  B!



Escrito por Bruno F. Goldgrub às 14h50
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  02:37am. O tal cara dirige em direção à freguesia. Nunca passou um aniversário desses... comemorou do

  dia 2 para o dia 3 (sempre fora o contrário... na segunda virada) e com uma nova galera. A ultima que

  conheceu.... um ano de convivência e lá estavam. Diferentemente do que um dia supôs.

 

  Voltando algumas horas...

 

  00:35am. Você também é Sargitário?

  Aceno com a cabeça dizendo que sim, concordo, sou.

  Ela dá algumas piscadelas. Fico bobo.

  Acaba o jornal. Ela vem me abraçar e dar os parabéns. Definitivamente não acredito e lhe abraço com

  um tesão incontrolável. Nos encaramos. Ela vê um menino, eu vejo o amanhã.

  Todos cantam na parabéns na redação e amanhã tem mais. Eu quero saber quem era ela com essa idade.

 

  23:??. O celular vibra. Intervalo do segundo para o terceiro bloco.

  Respondo a mensagem. Truco? 6.

 

  04:00. Escrevo.



Escrito por Bruno F. Goldgrub às 03h04
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  Chove na alma dum poeta enquanto os sapos coalham.

  Atravessam a rua pedestres cobertos por guarda-chuvas enormes.

  E chove na alma do poeta que rabisca seu nome no papel querendo falar com Deus:

  “Deus não está”, respondem do Céu.

  Mas o poeta não acredita, pois continua chovendo e Deus não quer lhe ouvir.

  Cansado de esperar, abre o guarda-chuva e sai atrás de vozes na esperança de

  achar uma resposta pra sua prece.

  Descontagiado pelo real, o poeta não acredita nem nos olhos que ignoram e nem no

  sorriso duma menina feliz. O poeta se encanta pela tristeza daquela garota que chora.

  Pelo pobre velho aleijado, na quietude que esconde tantas entonações. O poeta olha pela janela

  e vê neve que cai, meninos atirando flocos de gelo e o que vê já é poesia. O poeta

  está preso, ilusão. O poeta quer amar e apalpar aquele corpo feminino, sutil,

  extrair a beleza como se ordenhasse. A natureza do poeta, o corpo da mulher, os sonhos que

  desenha com a ponta dos dedos.

  É tarde, o poeta volta pra casa, deixa o capote de lado. ( ) O poeta joga o guarda-chuva, toma

  uma taça de vinho, liga o som. Põe-se a sonhar. O poeta.



Escrito por Bruno F. Goldgrub às 23h45
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