 
De algumas horas, dias e meses pra cá ele tá surtando, to dizendo. Anda tomando atitudes
tão estranhas... não sei bem. Parece estar mais confiante, corajoso, feliz e indubitavelmente
estúpido. Estúpido? Não sei bem, a palavra não é exatamente essa. É que suas atitudes, às
vezes algumas delas surpreendem pela facilidade com que saem e ele não parece medir muito
esforço para reprimi-las, sabe... Não acho que as pessoas têm que necessariamente guardar
tudo para si, algumas são mais explosivas que as outras, umas se abrem mais fácil, outras não.
Mas ele, de repente ele mudou, mudou bastante e não sei se eu estou lidando bem com o fato
dessas mudanças o trazerem novidades, mudanças. Ai, Deus, não sei... Acho apenas que ele não
deveria ser tão tão ousado de uma só vez. Como? ...talvez seja a minha covardia que cria essa
imagem, talvez seja eu a covarde querendo reprimir seus impulsos e ímpetos por temer minha própria
segurança. Talvez seja que eu precise dessa dose de coragem porque eu percebo que pra ser sincero,
comigo e com os outros, e fazer as mudanças que tanto desejo, doa o quanto doer, doa a quem doer,
pra mudar minha vida e o mundo ao meu redor eu também preciso disso, coragem pra mudar.... É, é.
Uma mudança profunda e sem muito ensaio; vá!, diga o que pensa, tome uma atitude e depois você lida
com isso. No fundo eu admiro suas palavras e mesmo que acontecam algumas cagadas, enfim, ele toma
suas atitudes sem pensar necessariamente nas consequências que lhe fogem, ele é sincero consigo e eu
sempre me pergunto, porque diabos eu sempre me pergunto, como essas palavras reagirão do outro lado
e acabo me esquecendo de perguntar como elas reagem aqui, do meu lado.
Toda mudança é um parto?
Meu Deus, como dói. Preferia que o senhor me receitasse algumas pílulas, seria menos incômodo... mas,
pensarei nisso. ´Té semana que vem.
Escrito por Bruno F. Goldgrub às 09h08
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