Alguém te chama pra ir no restaurante novo que abriu... e aí?

 

  Uns dizem e desdizem que a nudez é natural e se deve aceitar essa natureza, natural, da nudez, que pra mim

  de natural não tem nada. Eu juro que não gostaria de andar peladão por aí e muito menos ver peladões por aí,

  assim à toa, bem à toa depois da hora do cafezinho.

 

  Outros condenam a onda de erotismo e super-exposição de intimidades, nem mais tão íntimas, estampadas nas

  bancas de jornais e novela das seis e por aí vai; dizem que essa exposição é anti-natural e que as crianças ficam,

  pouco a pouco, mais adultas super rapidamente e aí fazem sexo quando deviam estar brincando de boneca e tem

  filho quando deveriam se preocupar com a faculdade. Ah sim, isso é um tanto anti-natural e condenável.

 

  Mas, pelo “natural” versus “anti-natural”, eu opto por tudo em seu devido lugar: viva a roupa nos lugares públicos e

  a artificialidade nos privados. Como?  Ah sim, pela roupa e pela nudez absolutamente artificial quando se fizer...

  isso é, dentro do quarto e na intimidade dos casais – ficantes, namorados, casados, amantes, homosexuais,

  homofóbicos, etc... – não tem essa, tudo natural e ótimo, abaixo a estética, mas em publico roupa. E, e dentro das

  velhas e boas revistas de sacanagem, que exploram corpos perfeitos e etc, sim, corpo perfeitos, (anti)naturalmente

  bem iluminados... Seja pelos raios do Sol ou os refletores, eu definitivamente prefiro imaginar os corpos como corpos

  bonitos, sarados ou minimamente bem-cuidados, porque ao ver essas fotos e pensar no prazer culinário, sem dúvida

  um dos maiores que se têm notícia, eu simplesmente broxei.

 

            

 

  Imagine, você mal pode reclamar que a comida desceu azeda ou que – asco! – você achou um pêlo na comida, garçom.

  Imagine só a cara dele, quer dizer, ele tentando tirar esse pêlo logo após coçar o... Ok. E se ele usar uma luvinha? Oh.

  Lindo, as bolas do garçon desfilando pelo restaurante enquanto caminha e as mãos cobertas- parece mais freak show,

  ou fetiche. Portanto, se você realmente for pra NY mediante as milhares de complicações que existem do passaporte

  e as recomendações pra você não chegar perto desse lugar, mas você ainda sim insistir e quiser (desista) dar uma

  passadinha no restaurante pra conferir, peça apenas uma água gelada, pois um pequenino pedaço de moela e uma

  coquinha com gelo e limão causariam indigestão ao se deparar com um corpinho natural tomando um milk shake,

  soltando um punzinho e cheio de dobras bem feias. E pêlos saindo pelos lados. Argh.

 

  - Prefiro morrer de fome. Até logo.



Escrito por Bruno F. Goldgrub às 18h40
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  Melodia, apertões e agarra-agarra:

 

  • a / abc / a / a b / a (...) acabando: essa é a palavra mais difícil de se escrever no celular.

      Acima o passo a passo. Literalmente é bater na mesma tecla.

 

  Ha.   Ha.   Ha.

 

  Ao que interessa.

 

  Eu não gosto de ir ao cinemark, eu sempre que posso evito de ir ao cinemark porque as pessoas

  que frequentam o cinemark são isso mesmo, pessoas que vão ao cinemark. Elas compram enormes

  sacos de pipoca e ficam mascando àquele treco com cheiro fedido de queijo grunhindo incomodamente

  sem parar. Você abstrai o quanto pode, mas na hora em que o filme dá uma acalmada e teoricamente

  você deveria ouvir apenas uma respiração, aí já é tarde. Então, se eu, na minha quase total inexperiência

  cinematográfica tenho um conselho aos diretores, aos novos diretores, claro, de entretenimento, pois ele

  devem se preocupar com isso, é – ouçam bem: além de começar o filme com o som bombando pra ganhar

  a audiência do cinemark, que se diverte mais com as propagandas engrachadinhas que presta atenção no

  filme vocês devem, se não abolir por completo o silêncio, o silêncio é um incômodo cada vez maior nowadays,

  colocar o personagem respirando intimamente lá pra frente quando não há mais balde de pipoca e nem

  cocas-cola 700mm, porque se houver um momento de intimidade que não seja sexual e o canudinho – shuurrrp –

  não para e/ou o cara pensar, por míseros segundos ele puder pensar, aí – bla, bla, bla -fudeu. E agora Joseph?

 

  Portanto, além do som non stop e do silêncio justificado única e exclusivamente por sexo, o diretor tem que ter

  sorte... sim, ter sorte pra que o sujeito não recarregue o balde fedorento e pegue mais uma coca-cola no meio

  fio e sua preguiça de abrir a boca cheia de caroço de milho valha mais a pena que blasfemar. Se isso não funcionar

  em qualquer um desses preciosos momentos o filme naufraga. Prestou atenção?

 



Escrito por Bruno F. Goldgrub às 23h30
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  Agora, se você quer ver um filme redondo, bem redondo, com tudo que você espera, tipo boa

  fotografia, direção de arte, atores sem graça, uma puta trilha sonora – isso eu não esperava,

  digno dos bons woody allen e ele é sempre bom no mínimo – um roteiro redondo e entretenimento

  informativo e que ressalta a importância deles – sempre eles – os americanos, veja Aviator.

  Muito divertido e digno... de cinermark.

 

  Yep, eu gosto de alguns aspectos do cinemark, vejamos:

 

  * É ótimo pra namorar; tá cheio de casal nos cantos graças, principalmente, as poltronas

  de divisória reclinável.

 

  * Existem, além de dementes, velhas judias chatas que te pedem pra pular uma cadeira pro

  lado se não for incômodo com o cinema praticamente vazio e você concorda (deus sabe porque)

  um pouco descrente. Lembrei-me de Howard Pickar.

 

  * A tela é magnífica, queria muito ter uma assim em casa e o som também... tudo muito pensado

  e organizado, tipicamente americano.

 

  * Teve o teste de som da dolby – que é sempre ótimo – com o Stomp. Esse é o teste mais legal,

  amo!

 

  E agora “reflexões tupiniquins”... Os brasucas que gastam, queimam, torram onças, panteras,

  a amazônia e até outras faunas inutilmente tentando fazer comédia romântica que ficam tão ou

  mais horrorosas das que passam na tv podiam ao menos ver o trailer daquele filme – como é mesmo

  o nome - que vai sair com Keany O´Reaves, deve ser horroroso, e aprender como se faz pra convencer

  alguém a assistir algo ruim como esse clone de Matrix com Terminator e Sexto Sentido porque o trailer

  é tão, tão, tão impressionante que – mesmo sendo argh! - dá vontade de ver. Mas você como alguém

  digno que é pode segurar essa vontade besta e gastar seus R$10 pilas em algo que valha a pena. Ou,

  vai no cinemark mesmo. Tchau.

 

  * Definitivamente e uma vez mais, o Brasil - não! não! e não! - é o país do futuro. É o país do passado,

  mais uma vez um demente filha da puta moralista caquético de uns 90 anos foi ele eleito presidente

  da câmara dos deputados e fez declarações impublicáveis, confira nos grande veículos de comunicação.

  amahã pela manhã. Aê.

 

  Bobo says to Tonta: Amor, ele perdeu a mão. Juro. Mas você é muito teimosa e reclamona, por Deus.

 



Escrito por Bruno F. Goldgrub às 23h26
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   Sobre o Presidente, Musica Cubana e Filme Argentino.

  Me disseram, me disseram, que o presidente soltou uma genial e, boato ou não, o fato

  é que eu me orgulharia em dizer em alto e bom som que “os aplauso e as vaia são a

  mesma coisa, mas um é com a boca e o outro com as mão”. Pela primeira vez em muito

  tempo (muito tempo é relativo, dizem, então esse meu muito tempo quer dizer pela primeira

  vez na vida) ouvi uma afirmação inteligente e não ufanista da boca dele. É meio folclórico-tupiniquim

  como algumas pérolas do Vicente Matheus e meio sacada de jornalista trintão... bom, também

  não seria estranho ler algo mais ou menos semelhante num livro de gente grande. O fato é que a

  frase cativante certamente me faria grifar um livro e escrever no rodapé  – genial!

 

  Que mais?

 

  Hoje fui no show de Los Jubilados, uma turma de cubanos velhinhos que toca música

  principalmente do lado oriental da Ilha (Santiago), com ritmos caribenhos, boleros, salsas e coisas

  do gênero. Não, eles não tocaram Guantanamera e nem qualquer música dos velhinhos

  do Buena Vista e mesmo desconhecendo por completo o repertório o show foi ótimo, cheio

  de reclamações deles com relação ao som da casa, elogios ao publico - viva os paulista, mano! -

  histórias, dança da garrafa com chocalho na mão (explico, o mais velhinho deles, que deve ter

  lá seus 80 e poucos ficava baixando a cintura até lá embaixo com um chocalho na mão! Espero

  não ter sonhos eróticos por conta disso), velhinhas dançantes na platéia (me assustei ao pegar

  o elevador e constatar que nele certamente haviam mais de 500 anos de história), jovens cubanas

  que subiram no palco e mexeram comigo (arriba) e uma alegria contagiante, tanto pelo som dos

  tiozinhos quanto pela felicidade que eles propagavam por ter escapado temporariamente de Cuba, o que

  convenhamos, não é surpreendente. E já que o tópico é surpreendente, posso dizer que nesse quesito

  arregalei os olhos quando no fim do show empolgado com a apresentação fui comprar o cd depois de ver

  uma moça dar R$20 contos ao vendedor e ao fazer o mesmo só depois fui perceber que a

  moça havia dado duas notas pro cara; tarde demais, se fueram R$40 pilas pros velhinhos gastarem no

  dut free e esconder do ditador que ta aniversariando 45 años no poder. Bueno, pelo menos ele está

  devidamente autografado (quer comprar? R$60 autografado).

 



Escrito por Bruno F. Goldgrub às 20h35
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  Pra terminar, uma vez mais está provado que os diálogos dos hermanitos acabam com os nossos e

  creio com os de qualquer um. É incrível notar como são espirituosos, inspirados, trágicos, sacanas

  e perfeitos os portenhos na hora de abrir a boca. Eles, inclusive, poderiam dizer isso de uma maneira

  muito superior, desculpem...  O filme é El Lado Oscuro del Corazón e se você tem Cinemax Prime,

  vai fundo. Um diálogo melhor que o outro, poesia, tragédia, cafonice (mesmo a cafonice convence) e no

  fim um baita filme, recomendo. Veja, a película causará certa estranheza graças a fotografia precária que

  compromete o resultado final, pero!, a cada petardo você tem vontade de um dia ser como legal como

  o diretor, Eliseo Subiela (nada famoso pra mim, pra você e pros brasucas em geral). Quando for pra

  locadora vou bisolhar mais coisas do cara... 

 

  É isso.

 

  Depois de muita praia e sol estou de volta.  

 

 

 



Escrito por Bruno F. Goldgrub às 20h29
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